Emocionado, Emerson pede ajuda ao Avaí

Zagueiro está curado de problema cardíaco, mas impedido de jogar por formalidades

Por INfoesporte

19/01/2012 - 20h09

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Emerson Nunes em ação pelo Avái no Campeonato Catarinense 2011 (Foto: Edu Cavalcanti/INfoesporte)

O zagueiro Emerson Nunes segue seu calvário no Avaí. Afastado dos gramados desde a metade de 2011, o defensor luta para conseguir provar que já está curado de um problema cardíaco. Embora não haja dúvida quanto à sua saúde, os médicos não querem assinar um atestado que o libera à prática de esporte em alto nível.

Entenda o caso clicando aqui.

Nunes revela que conta com a ajuda do Avaí para dar prosseguimento à carreira.

- Eu fico chateado de saber que tenho condições de jogar, mas que posso não conseguir essa liberação. Eu conto com a ajuda do Avaí nesse momento. Que eles olhem não só para o lado do atleta, mas do ser-humano. Ninguém gostaria de passar pelo o que eu estou passando. Eu jogo o futebol desde os 11 anos. Nunca fiz outra coisa. Quando falam da minha carreira, estão mexendo com meu filho, com minha esposa, com todos os meus entes queridos e com o pão de cada dia - desabafou Emerson.

A chegada do gerente de futebol Carlito Arini e de seu braço-direito Julio Rondinelli renovaram as esperanças do zagueiro.

- Eu acredito que o Carlito e o Júlio que assumiram agora estão dispostos a fazer o que tiver que fazer para chegar a uma solução. Espero que vá até o fim. Espero que o Avaí possa me ajudar nesse momento.

Coração avaiano (Foto: Filipe Calmon/INfoesporte)

Enquanto isso, acompanhado por Anderson Lessa, Cristian, Medina e Mohamed Bawa, treina com o professor Mesquita e o preparador físico Jaelson Ortiz.

- Sigo treinando em separado com aqueles jogadores que não serão aproveitados e em período oposto aos demais. Estou treinando desde o dia 9. Para jogar, não seria mais do que duas semanas. Conseguindo a minha liberação, minha volta é muito rápida. Eu nunca tive problema com peso, não fumo, não bebo, não tenho problema com alimentação. Nessa questão, eu sou favorecido.

Completamente recuperado, basta um documento para que Emerson volte a desempenhar sua profissão. Com o passar do tempo, o atleta briga para não permitir que o pessimismo o vença.

- Nessas horas, a família é que mais sofre. Eles acabam sentindo mais do que a gente. Eu estou sentindo muito, imagine eles. Eu tenho a certeza de que vai se resolver. Não quero nem pensar em parar de jogar. Claro que passa pela cabeça, mas eu procuro ser otimista e pensar de forma positiva.

Deixar o Avaí para atuar em outro clube é outro pensamento evitado por ele.

- Eu tenho identificação muito grande pelo Avaí e acredito que a minha história no Avaí ainda não acabou. Eu ainda vou jogar no Avaí, jogar mais alguns anos. Meu desejo é jogar no Avaí. É um local que eu gosto. Minha família está pensando seriamente em fixar residência em Florianópolis de tanto que a gente gostou daqui.

Treinamento em separado (Foto: Filipe Calmon/INfoesporte)

O apoio do torcedor é outro fator motivador para o zagueiro avaiano.

- Tem sido legal sempre. Nas redes sociais, o pessoal tem sempre deixado palavras de apoio. Olha que eu já joguei no Botafogo, no Cruzeiro, mas nem se compara com o tanto que eu gosto do Avaí. Nem se compara.

Como exemplo de superação no esporte e de apoio dos clubes, Emerson cita o ex-atacante Washington, que ficou conhecido como o Coração de Leão.

- O Washington tinha um problema muito mais complicado que o meu. A diferença é que o Washington teve o Atlético Paranaense, o Fluminense e o São Paulo que bateram no peito e assumiram a bronca. Ele tomava medicamentos e ainda era diabético. No meu caso, é bem mais simples. Se o clube não estiver disposto a assumir algum risco, vai ficar difícil. É por uma proteção judicial, eu sei. O médico não quer assinar porque se acontecer alguma coisa ele pode ser responsabilizado. É uma situação complicada, até difícil de falar.

O desfecho desse calvário pode ser no mês de fevereiro.

- No mais tardar, em duas semanas, a gente vai marcar uma consulta com mais um cardiologista para chegar a uma definição. Eu só vou voltar a jogar se um cardiologista assumir e assinar que está tudo bem - explicou Emerson Nunes.

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