Entrevista: Danilo confirma pré-contrato com o Avaí

Atacante de 21 anos pertence à Portuguesa e se apresenta dia 02 de janeiro

Por INfoesporte

30/12/2012 - 13h30

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Atacante Danilo Almeirda, de 21 anos, está pré-contratado pelo Avaí desde agosto deste ano (Foto: Arquivo Pessoal)

O Avaí guardou em segredo uma contratação realizada no mês de agosto. Trata-se de um atacante alto, que gosta de atuar próximo do gol como um centroavante clássico, mas que conserva, segundo ele, características de boa velocidade e drible. Pertence à Portuguesa, mas passou o último semestre no interior de São Paulo aguardando o vínculo com a Lusa terminar.

Aos 21 anos de idade, Danilo quebrou a sequência de sete derrotas seguidas da Portuguesa no Campeonato Paulista depois de correr pessoalmente atrás de uma oportunidade no time profissional. Com personalidade forte e decidida, procurou o então técnico Jorginho para pedir uma oportunidade. Ela veio, ele correspondeu, mas depois que a diretoria mudou o comando da equipe, o atacante voltou para a base. Insatisfeito com a falta de chances, forçou a barra para deixar a equipe e conseguiu.

Sabendo disso, o coordenador de futebol do Avaí, Julio Rondinelli, com quem Danilo trabalhara no Atlético Penapolense, conseguiu assinar um pré-contrato com o atacante. Enquanto o vínculo com a Lusa não terminava, Danilo manteve a forma e o ritmo de jogo no modesto São Carlos, time de seu empresário Claudio Dias, o mesmo que cuida da carreira do meia Robinho, atualmente no Coritiba, mas que pertence ao Leão da Ilha.

Ao INfoesporte, Danilo Almeida Alves conta sua história e fala sobre o acerto com o Avaí Futebol Clube.

INfoesporte - Você tem um pré-contrato assinado com o Avaí?
Danilo - Tenho. Tenho, sim. Acho que foi em agosto. Segunda-feira devo estar por aí já.

Como foi sua carreira até chegar ao Avaí?
- Comecei nas categorias de base do Mogi Mirim. Joguei no profissional lá também, mas sem ter o contrato profissionalizado. Depois fui para a Portuguesa, em 2009, com 18 anos. Joguei a Copa São Paulo de Futebol Júnior. Fiz cinco jogos e cinco gols e me subiram para o profissional. Mas não deu certo e fui emprestado para o Atlético Penapolense e fomos campeões da Série A3 do Campeonato Paulista, que foi onde eu conheci o Julio Rondinelli (Coordenador de futebol do Avaí). De lá fui para o Luverdense-MT, fomos campeões estaduais e chegamos ao quadrangular da Série C. Voltei à Portuguesa, mas a diretoria não queria que eu jogasse lá, só queriam me emprestar.

Chicão, do Corinthians, marca Danilo (Foto: ADP)

Você tem uma história curiosa com o ex-técnico Jorginho justamente por conta desses empréstimos seguidos. O que aconteceu?
- É até engraçada essa história. Eles não queriam que eu jogasse, mas eu precisava de uma oportunidade no profissional para mostrar meu futebol. Liguei para a diretoria para falar isso e eles diziam que o Jorginho queria um jogador de nome, um craque, um #9 conhecido. Não desisti, né? Fiz um corre, descolei o telefone do Jorginho e liguei para ele porque me contrato com a Portuguesa terminava em janeiro agora, tinha um ano pela frente e queria jogar. Cheguei no meio do Campeonato Paulista e fazia seis jogos que a Portuguesa não vencia. Liguei, pedi a oportunidade, falei que ele estava dando chance para quem nunca tinha vestido a camisa da Lusa e que eu já tinha sido artilheiro do time, campeão Sub-20 e que merecia uma oportunidade. Ele pediu para eu ir lá pessoalmente. Fui, conversei com ele e ele me falou para treinar aquela semana. A diretoria não queria, mas ele era o treinador.

E como foi a partir daí, conseguiu entrar em campo e jogar finalmente?
- Treinei na segunda, na terça, teve um amistoso contra o Japão e eu fui bem e ele me chamou para ir ao jogo. Fiquei no banco e a gente empatou. Eram então sete jogos sem vitória da Lusa. No outro jogo, ele me colocou de titular e vencemos por 1 a 0 o XV de Piracicaba e com gol meu. Aí foi que eu embalei na Portuguesa até que contrataram o Ricardo Jesus. A partir daí eu passei a entrar só no segundo tempo.

Mas aí o Jorginho deixou a Portuguesa.
- Foi. O Jorginho saiu e a diretoria me pediu para treinar em separado. Isso já era esperado, né? Eu estava lá por causa do Jorginho.

Foi aí que você acabou se desentendendo com a diretoria da Lusa e assinando um pré-contrato com o Avaí?
- Eu não gostei disso... Eu estava com o dedo do pé machucado, estava roxo, pedi para tratar lá no clube e eles me mandaram tratar na base. Aí não deu mais. Achei uma falta de respeito. Procurei meus direitos na Justiça e também por ter o Fundo de Garantia atrasado e saí de lá para o São Carlos, que é o time do meu empresário. Lá eu acertei com o Avaí.

Quem é seu empresário?
- É o mesmo do Robinho, que está hoje no Coritiba, que jogou aí. É o Claudio Dias e o Marcel Camilo. São os dois.

Caminhos que se cruzam no futebol. Julio Rondinelli na Penapolense, empresários do Robinho, acerto com o Avaí.
 - É, mas eles queriam me ver jogando também. Por isso eles me acompanharam lá um tempo antes de assinar. Fiz uns dez jogos no São Carlos, fui bem e eles resolveram me dar essa oportunidade.

Qual a expectativa de vestir a camisa do Avaí?
- Ah! Estou muito ansioso. Já comprei minha passagem e estou contando os dias para chegar aí logo. Estou muito ansioso, não vejo a hora. Saudades de comemorar gols.

O maior problema do Avaí na temporada foi a falta de gols de atacantes. Você tem 21 anos. Está pronto para ser titular ou ainda precisa de um tempo no banco?
- Fiquei sabendo. Os caras estão cobrando muito já. Mas dá nada. Sou rodado já. Já fiz muitos gols. Mas não adianta falar nada. O que foi feito já foi feito. Agora é começar do zero, tudo de novo.

Quais suas características em campo?
- Eu sou alto. Tenho 1,90m. Sou alto, mas sou rápido. Finalizo bem. Gosto de jogar próximo da área porque mais perto do gol eu faço mais gol, mas se precisar jogar aberto para ir para dentro e bagunçar, eu também jogo. Eu sou destro, mas uso as duas. Se você for ver meus gols, são sempre mais com a esquerda. No jogo aéreo eu vou bem. Normal.

Conhece outras pessoas aqui no Avaí?
- O Felipe Alves jogou comigo na Penapolense, o Ricardo Jesus que eu não sei se vai continuar. Falei com o Vandinho sobre como é jogar aí, com o Luis Ricardo, lateral, que jogou comigo na Portuguesa e com o Carreirinha, o Renan, goleiro, e o Johnny, volante, que eu conheci numa excursão para a Europa. E tem o Rodriguinho, que parece estar acertando aí, que jogou comigo na Portuguesa também.

 

Danilo em ação (Foto: Lusa)

Para fechar, o que o Danilo diz para o torcedor do Avaí?
- Não vai faltar comprometimento com a torcida, com o clube, com tudo do Avaí. Pode ter certeza que eu sou um cara muito comprometido com os meus objetivos e tudo vai começar aí agora, no Avaí. É uma nova fase para mim e espero fazer gol. Se não fizer gol, não é lembrado, não é visto e não é contratado. Então, espero que estejam apostando as fichas em mim e que dê tudo certo para que o Avaí dê bons frutos lá na frente.

Nome: Danilo Almeida Alves
Posição: Atacante
Idade: 21 anos
Altura: 1,90m
Peso: 78kg
Clubes que atuou: Mogi Mirim-SP, Atlético Penapolense-SP, Luverdense-MT, Portuguesa-SP e São Carlos-SP.

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