26/01/10
Madrugadão da bola – por Ney Pacheco
Só no dia 6 de março o Figueirense faz um jogo num horário decente. Às quatro da tarde pega o Joinville no Scarpelli. Só não se anime muito. 6 de março é sábado, não domingo. Depois, no dia 20 de março, outro sábado, o Figueira pega o Metropolitano em casa às 18h30. No dia 27, o sábado seguinte, a partida contra o Juventus. Só que o horário é mais tarde ainda: 20h30.
Em resumo, se o Figueirense não chegar à decisão do campeonato, provavelmente não fará uma única partida no domingo no Scarpelli durante todo o ano, já que a série B não tem jogo nesse dia.
Você pode xingar a Federação Catarinense à vontade, já que a incompetência por ali também não é pequena. É difícil, porém, entender porque a direção do Figueirense aceitou a repetição de uma tabela tão ruim, igual a do ano passado.
Não é só ruim por não marcar jogos aos domingos no Scarpelli, ou por programar os clássicos em duas quartas-feiras, como se os dois clubes da capital estivessem rasgando dinheiro e repercussão na mídia.
Também é ruim porque nos dois últimos anos, o Figueirense foi o único time a fazer duas partidas seguidas fora de casa nas três primeiras rodadas. Não bastassem todas as dificuldades na montagem do time no ano passado e agora, a direção do clube aceita passivamente repetir essa desvantagem mesmo sabendo que o fator casa em Santa Catarina tem muito mais peso do que em outros estados.
Para completar, o Figueirense aceita também silenciosamente os horários e dias definidos pela RBS.
Além da formação de um time que não atrai o torcedor, a direção do clube, pelo jeito, não está fazendo muita questão da presença da torcida no estádio.
Porque a conjunção de derrotas seguidas, futebol ruim, dias poucos usuais e horários desagradáveis é óbvia e certeira: estádio vazio.
- René Weber está tentando repetir no Figueira o esquema vitorioso usado por Mano Menezes no primeiro semestre do ano passado no Corinthians, quando a equipe paulista ganhou o campeonato estadual e a Copa do Brasil.
- Lá, muita gente qualificava o esquema de 4-3-3, porque Mano utilizava os atacantes Dentinho e Jorge Henrique pelos lados do canto. Só que os dois voltavam para fechar a marcação e o esquema na prática era um 4-2-3-1.
- O problema é que num time a formação tinha Christian, Elias, Dentinho, Douglas, Jorge Henrique e Ronaldo. Aqui tem Maicon, Marquinhos e Ernani, além de Coutinho. Fica difícil qualquer esquema funcionar assim, principalmente com os três últimos.
- Não se fala mais na contratação de lateral direito no Scarpelli. O assunto morreu. Lucas deve valer por dois.




