05/01/10
As obviedades do futebol – por Meu Figueira
O torcedor do Figueirense apesar de sempre acreditar no seu time, começa o ano com um pé atrás quanto ao futuro do clube. As incertezas nasceram a partir do momento que foi apresentado o treinador Renê Weber, e seu auxiliar Márcio Goiano. Quando apresentados, tinham de fundo um banner com o símbolo do Figueirense e em cima a palavra “Participações”.
O banner deixa claro que a contratação foi feita por intermédio da Figueirense Participações, e como é de conhecimento de todos a “Participações” tem prazo de validade (leia-se 22 de março). Com isso as dúvidas surgem: os que foram contratados pela parceria irão sair futuramente? O Conselho vai querer que os contratados da “Participações” fiquem? Essas são algumas das várias dúvidas que estão na cabeça do torcedor alvinegro.
Voltando ao objetivo do texto, o futebol tem grande parcela de obviedades. Se não fosse isso, os grandes não ficariam sempre entre os grandes. O dinheiro faz toda diferença no atual futebol, mas, além disso, o trabalho, planejamento e o continuísmo, levam trabalhos medianos ao sucesso.
Todos nós sabemos que o Figueirense tem um orçamento compatível com a serie B. E não adianta acreditar no contrário. Bom, se não temos a grana para disputar com os grandes clubes e suas grandes parcerias, pelo menos não podemos errar no obvio.
Um time entra em campo com 11 jogadores. Dependendo do treinador, o arroz e feijão é o padrão: goleiro, lateral direito, central, quarto zagueiro e por aí vai. Bom, isso é obvio né, mas para alguns elencos do Figueirense nos últimos anos não são tão óbvios assim. Se 11 são titulares, e o elenco tem mais de 22 jogadores, como que o Figueirense passou a serie B toda sem um reserva para lateral direita (ah, não me venha dizer que tinha o Anderson Pico, pois ele não tem ainda preparo de jogador profissional).
Pois é, por fatos assim que conseguimos chegar em 6º lugar num campeonato que figurinhas batidas aqui da nossa terra conseguem o acesso. Isso demonstra nossa incompetência de gerir e planejar o futebol.
Experiência que o Figueirense não manteve
Quando o gerente de futebol Marco Aurélio Cunha passou por aqui deixou um legado que deveria ser seguido. Bom, ele não acertou em tudo, e se alguém vier criticar a sua vida pessoal, eu até vou concordar. Agora o Marco Aurélio profissional do futebol, no Figueirense, trouxe grandes valias. Lembro que com ele jogador não descia do avião e estreava. Antes ele sempre dizia que vinha a preparação física.
Isso é obvio, mas de fato não vem sendo seguido. Todo jogador bem preparado rende o seu esperado, agora quando joga no esforço, os resultados são questionáveis. Fora isso, Marco Aurélio por algumas vezes mostrou a liderança de um diretor de futebol. Lembro que o Figueirense em 2000 perdeu um Clássico na Ressacada por 2 a 1, nesse jogo Marco Aurélio proibiu os jogadores de conceberem entrevista depois da partida. Sua justificativa era o trânsito, mas todos sabiam que ele não queria que seus comandados falassem de cabeça quente e pudessem comprometer ainda mais o que já havia sido um fiasco.
Agora estamos na hora de cobrar quais são os objetivos dos homens que comandam o futebol do Figueirense, quais são as metas de 2010.
E você acredita nas mudanças no Departamento de Futebol do Figueirense?




