27/06/10
Lula e o bolsa futebol no Avaí! (2003) – por VidAvaí

Ei, você aí, quer jogar no Avaí? É, você mesmo! Se hoje, em plena Série A e no melhor momento da história do clube o Avaí investe em veteranos desconhecidos como o gigante
Alysson e eternas promessas como
Rafael Costa, que acabou de ser reintegrado ao grupo da Série A como reforço de última hora, porque não você aí de casa para jogar no Avaí?
Ao menos essa era a realidade do time em 2003, quando a situação financeira do clube era tão caótica que o técnico Lula Pereira (na foto, ao lado de Polidoro Jr., então setorista) fazia peneiras com desconhecidos e o Avaí implantava o bolsa futebol para os craques do terrão.
A coisa funcionava assim: um desconhecido aparecia na Ressacada, pedia uma oportunidade, recebia e se empenhava no treinos para ser notado pela comissão técnica. Mostrava serviço, convencia, ganhava um contrato e uma vaga no time.

Conto de fadas? Não, era assim que o comandante Lula Pereira ia escolhendo seus guerreiros para a dura batalha da Série B 2003. A peneira não tinha prazo para inscrições, não exigia experiência, nem discriminava desconhecidos. Mais de uma dezena de jogadores realizaram as fases de teste no Avaí.
Tinha gente de tudo quanto era lugar, de Londrina ao Nordeste. Jogadores de todas as idades, a maioria jovem e desconhecida no cenário nacional, que vinham para Florianópolis por indicação da comissão técnica ou eram trazidos por empresários, ou mesmo batiam à porta do Leão com um currículo em baixo do braço pedindo uma oportunidade.
A direção alojava os atletas, pagava alimentação e transporte e eles ficavam treinando, sem vínculo com o clube ou obrigação de contratos futuros. Primeiro eram avaliados por Play Freitas, técnico do “time B”, e depois, se agradasse, era avaliado por Lula Pereira e aguardava o dia de assinar contrato e ser inscrito na competição.
Ao lado de ilustres desconhecidos como o meia Guaru, o atacante Cafu e o volante Tião, havia ex-jogadores com passagens por grandes times, como o atacante Adão (dispensado do São Paulo), o já experiente Zezinho (ex-Vasco e Internacional) e até o volante
Narcísio, indicação direta de Lula Pereira que o comandou em 1994 no Time das Letras. Lula trouxe Narcísio com a intenção de usá-lo caso recupera-se a parte física já que estava há seis meses parado.
Quem comandava a parte logística do peneirão era o ex-jogador João Antônio e quem decidia se alguém seria contratado ou não era o “professor” Lula Pereira. Nenhum atleta era contratado sem o seu aval.
Será que algum “craque” acabou revelado nessa Bolsa-Futebol do profº Lula? No próximo “por onde anda” você verá o que aconteceu com a maior revelação do peneirão avaiano, o meia Paulinho Carioca!
No mais, quem tiver mais interesse no assunto poderá ler
no TCC do jornalista Jorge Jr., que, entre outros assuntos, abordará a “Escolinha do Professor Lula Pereira” e será defendido no próximo dia 29 na Faculdade Estácio de Sá.
(Fonte: DC, 18/05/2003. Fotos: Cláudio Silva, Júlio Cavalheiro)
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