22/01/10

LA vai embora – por Avaixonados

A parceria do Avaí com a L.A Sports, do empresário Luiz Alberto Martins de Oliveira (LA), teve início em março de 2007 e pressupunha a co-gestão do futebol profissional do clube, auxiliando no planejamento e na contratação de jogadores. Os resultados começaram a aparecer em 2008 com o acesso à série A e a conquista do Catarinense de 2009. Não podemos esquecer a histórica sexta posição no Brasileirão do ano passado. Há quem diga que o Avaí só está onde está por conta da LA.

Primeiro sinal de fumaça

Em agosto de 2009 soubemos que LA estava ciscando para os lados do Criciúma, prevendo ali um bom terreno para possíveis negócios do mundo da bola. Confirmando a sua visão de raio-x empresarial, nosso parceiro desistiu da idéia de plantar seu rico dindim no time da terra do carvão.

Segundo sinal de fumaça

A L.A Sports chegou a anunciar o fim da parceria com o Paraná Clube, o que deixou a avaianada toda feliz da vida: “Yes, we are the one”. Entretanto o clube paranaense acaba de anunciar as contratações do ala Pará e do volante João Paulo pertencentes a… adivinhou!

Terceiro sinal de fumaça

Na semana passada o nobre historiador-Google-dependente Felipe nos trouxe a informação de que LA havia praticamente fechado uma parceria com o Coritiba, um dos bons times brasileiros que por hora é integrante da série B. Por conta desse “namoro” já chegaram ao Couto Pereira o lateral Fabinho Capixaba, o volante Andrade e o meia Rafinha. Vilson Ribeiro de Andrade, dirigente do Coxa, reforçou que a parceria com a L.A Sports está bem encaminhada e em suas palavras “O Luiz Alberto é meu amigo pessoal há 10 anos e é uma pessoa séria. Além disso ele é coxa-branca de coração”.

Antecipando-se ao incêndio

Luiz Alberto está estendendo seus tentáculos no mercado do futebol com muita velocidade. Competente que é, em breve estará se relacionando apenas com os grandes clubes do futebol brasileiro ou pelo menos dando a eles a prioridade. O Avaí deixará de ser um grande cliente de uma empresa pequena para se tornar um pequeno cliente de uma empresa grande.
A pré-ocupação dos dirigentes avaianos precisa estar focada para o dia em que Luiz Alberto faltar. O risco que corremos é de sermos pegos com as calças nas mãos quando ouvirmos da boca do empresário a temida frase “Pois é, foi bom enquanto durou”.

Se liga aí

LA vai embora, não sei quando, mas vai. Para evitarmos uma tremenda crise particular na Ressacada, precisamos programar o adeus de nossa Avaí Partipações, sob pena de ficarmos sem as calças e ainda com um belo perrengue na justiça. Tem um exemplo desses aí no outro lado da ponte.

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